apalavreado

adj.m. 1.aquele que não consegue descrever com palavras, 2. eu, 3. você, 4. os humanos em geral
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domingo, 4 de setembro de 2011

a volta

A tela em branco sempre me assustou. Em alguns momentos mais do que outros. Atualmente ela me intimida muito mais. Acho que ela zomba de mim, meio que dizendo que já soube escrever mais. Não consigo entender o que acontece. Acho que a nossa criatividade vai, realmente, atrofiando com a idade. Não que eu seja uma velha, nem nada parecido... Mas já não tenho pensamentos que me permitam ter alguns segundos para sentar e escrever. O que é um absurdo. Sempre temos esse tempo, o que me falta deve ser paciência.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Balanço

Vocês querem a real de 2010?
Destruiu qualquer esperança que pudesse ter restado.
Deixei de não acreditar apenas no amor, passei a desacreditar na amizade e na capacidade humana de se relacionar ou ser bom.
Isso tudo não porque as pessoas me fizeram perceber. Eu mesmo percebi que sou assim.
Ou será que sou o único errado dessa humanidade e todos os outros são sinceros?
Somente eu, na minha insignificância, sou um escroto praticamente treinado? Todo mundo está certo, exceto eu?
Acho que não.

A humanidade é uma bosta.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Leviandade

Confesso que muitas vezes quis ser um tanto mais leviana. Não por nada, mas você já não se sentiu sufocado por tantas obrigações? E o péssimo é que às vezes não conseguimos nem definir os motivos de fazermos algo...
A inércia funciona para isso também... Tenho essa teoria... Já reparou que uma vez que você começou a seguir um caminho é muito difícil parar e mudar? Pois é...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

I

É foda quando nós mesmos esquecemos da nossa própria existência. É horrível quando tudo parece mais importante que você lembrar de respirar. É... Bem tenso. Vou ser sincero: nunca escrevi um texto que não fosse uma redação pro colégio, então, sei lá. Que bosta. Queria poder colocar em palavras alguma das coisas que se passam pela minha mente, mas montar um diário é algo tão... brega.
Acontece que recentemente eu acabei esquecendo da minha existência. E o pior não é esse período de esquecimento, mas quando você percebe que esqueceu e que provavelmente perdeu períodos preciosos da sua vida que será muito difícil conseguir de volta. Se ser ignorante é algo ruim, ignorar sua existência é pior - digo isso, pois já fui ambos os tipos. Mas quando você cai na ignorância, você não cai de propósito e você só percebe quando sai dela. Não que eu me ache um ser sem ignorância agora, mas enfim...
Sair desse momento de não-consciência-de-mim é doloroso. Alguns dizem que isso se chama maturidade, Kant chama de maioridade. Não é a primeira vez que saio da ignorância, mas tenho oscilações muito freqüentes. Queria ter uma noção eterna de quem eu sou eu. Na verdade, na verdade mesmo queria ser o que se não é.

domingo, 16 de agosto de 2009

Fatídico dia

Nesse dia vi você como um ser mais próximo de mim... Não sei bem como explicar, mas sempre olhei pra você e vi uma pessoa digna de ser colocada em um pedestal.
Mas nesse dia eu vi como você é uma pessoa...

Normal.

domingo, 2 de agosto de 2009

Sobre Machismo

Ouvi muitos dizerem que o homem com quem passei a noite passada era machista.
Achei absurdo.
Teve quem disse que ele me usou.
Outro absurdo.
Ficar falando que ele é machista ou que me usou é muito absurdo.
Eu o usei.
Eu tive o meu prazer e fui embora. Não queria que ele me ligasse.
Qual é o motivo dessa idéia fixa de que as mulheres são românticas e querem ficar com um homem forever? Machismo é achar que eu não posso ter usado ele. Absurdo.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A mulher ideal

Encontrei a mulher ideal.
Ela olhava pra mim com seus olhos escuros. Seus cabelos espalhados pelo travesseiro. Ela falava comigo com uma voz calma e sedutora. Ela não precisava mais me seduzir. Sinceramente, eu estava explodindo.
Ela pegou na minha mão - estávamos um de frente pro outro. Eu a beijei. Acho que nunca beijei tão apaixonadamente.
Paixão modo de dizer, era óbvio que aquilo era atração. E logo depois da nossa noite de amor - escritores falam fino, sexo é uma palavra muito forte - ela foi embora e não voltou mais.

sábado, 25 de julho de 2009

Fim

Não me diga como, não me diga quando, não me diga - muito menos - o motivo.
Não me diga nada.
Se puder evitar de olhar em meus olhos, eu agradeço.
Foi assim que fui embora da vida dele. Exatamente com essas palavras. Tudo bem, talvez não exatamente com essas palavras, mas algo parecido. Talvez eu soluçasse de dor, quer dizer, de choro. Não dói dizer, dói ouvir o que as pessoas fazem.Afinal, alguém me explica porque elas nos contam? Teria sido melhor se ele tivesse simplesmente ido embora.
Precisava dizer que não sentia nada por mim?
Acho que na verdade se ele não tivesse dito eu esperaria o dia da sua volta - D. Sebastião da minha vida.
Odeio a verdade. De verdade.
às vezes queria viver na ilusão.

sábado, 16 de maio de 2009

Diário de um aspirante à Danny Zuko

É... Eu costumava comandar as relações...
Sério... Fiquei tentando lembrar qual foi a última vez que eu me submeti às vontades dos outros...
Não que eu seja egoísta ou coisa do gênero... Só que as pessoas parecem gostar de serem comandadas... Acho que da uma certa segurança... Saber que está sendo guiado por alguém em quem confia...
Me chamem de metido ou egocêntrico, tanto faz.
É fato que todos os amigos que fiz me colocavam como um exemplo. Não sei de que, já que fui sempre tão ridículo...
Enfim... O fato é que sempre iniciei relações e sempre coloquei um fim nelas.
E ver você, Amélia, ir embora assim... Não sei nem descrever o que senti. Não, tristeza não é bem a palavra... Não me senti mal por você ir embora... Me senti mal por você mudar assim, de repente meu modo de (sempre) agir.
Que droga. Você não pode me abandonar!
Como vou viver agora? Como vou manter a minha fama de mal?
Depois dessa frase tão old school, acho que é impossível.
Ai, que absurdo!

domingo, 10 de maio de 2009

Receita de como vivi minha vida

Ingredientes:
Sorrisos
Amizades
Alguns amores
Ódio
Medo
Cara de pau
e uma pitada de bom humor

Modo de preparar:
Misture tudo e mande tudo às favas.
Dane-se.
Mande ao inferno!
  Tenha em mente que sua vida é mais complicada que uma receita e se ela der errado você não pode recomeçá-la do zero. E que mesmo as decisões que parecem não ser definitivas, às vezes são mais definitivas do que aparentam.
Perceba que cada palavra que sai da sua boca tem um significado. E que tal significado pode significar outra coisa pra outra pessoa. E que você não pode recolher o que foi dito.

Sirva com  um pouco de falta de ânimo e paciência.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Sobre como passar os dias da sua vida

Ela e sua janela esperando
Esperando o trem? Pedro pedreiro?

Momento nostálgico mode on.
Quintas-feiras. Algumas pessoas sentadas em uma sala de aula. Divagando sobre a loucura de uma personagem. Seriam eles os loucos? Querendo extrair da tela algo mais para a própria vida. Os loucos seriam eles?
Loucos ou não, eles diziam cada palavra como se cada uma fosse, do seu modo, sagrada. Havia aqueles que discordavam. É louca? Não é? Era tudo uma doidisse. Quem escutasse a conversa de fora, levaria todos para um hospício (ou será que eles já não estavam em um?)
Certos momentos existem para quebrarmos certos esteriótipos... Quantas pessoas deixei de conversar nesses anos? Quantas pessoas perdi o contado durante esses anos? Quantas coisas deixei de falar? O Clube de Cinema juntou pessoas tão variadas (apesar da maioria humanóide \o/), com idéias tão boas que a única coisa que me arrependo foi de não ter passado mais tempo com elas.
Foi um prazer passar as quintas desse ano com vocês.
Sentirei falta.
Não se esqueçam... Existe o sesc (quarta e quinta às 19h) e a minha casa, ai é só a gente marcar! ;]
Obrigada por tudo gente!