"É, meu amigo só resta uma certeza
É preciso acabar com essa tristeza
É preciso inventar de novo o amor"
-O que fizeram com o amor? Nem sei se ele ainda existe! Procuro em todo o lugar!
-Ah que grande mentirosa você! Você nem sabe o que é o amor, como o procura?
-Eu respiro o amor a todo o instante!
-Você respira ar, deixe de mentira! Vamos entrando, está ficando frio!
-Esse arrepio! É o amor!
-Você está tremendo!
-É o amor!
-Não é o amor! Vamos! Não quer pegar uma pneumonia!
-Tuberculose eu quero!
-Deixa de baboseira! Entre logo!
-Daqui a pouco...
-Você quer saber o que é o amor?
-Quero!
-É o que sinto por você! Estou querendo salvar a sua vida, mas você não me escuta...
-Você me ama?
-Amo. Agora vamos entrar, por favor?
-E com um espirro, morreu.
apalavreado
adj.m. 1.aquele que não consegue descrever com palavras, 2. eu, 3. você, 4. os humanos em geral
quinta-feira, 17 de julho de 2008
terça-feira, 15 de julho de 2008
Romance?
Inocentemente você pegou minha mão.
Logo soltou... Talvez porque estivesse muito gelada ou talvez porque tenha desistido do que ia fazer.
Eu peguei então a sua mão e a levei até a minha cintura. Coloquei as minhas em volta do seu pescoço e você estremeceu.
Não pude deixar de sorrir. Seus olhos brilharam quando se encontraram com os meus... Dançamos ao som dos passarinhos. Na verdade eu não movi um passo e acho que você também não.
Estava ocupada brincando com uma mecha do seu cabelo mal cortado...
-Você precisa cortar o cabelo
É eu acho que disse algo assim... Você olhou pra mim assustado e soltou a minha cintura. Me condenei por ter dito a pior coisa possível no momento. Só não foi pior porque não comentei sobre um cachorro aleatório... Mas assim que soltei seu pescoço e fui me virar para pegar minha bolsa você segurou o meu braço. Fez com que ficasse frente a frente com você. Seus olhos me intimidavam. Segurou meu pescoço e encostou sua testa na minha.
Queria tanto parar esse momento para a eternidade. Você me beijou e eu realmente não sou capaz de dizer quanto tempo durou. E você?
Logo soltou... Talvez porque estivesse muito gelada ou talvez porque tenha desistido do que ia fazer.
Eu peguei então a sua mão e a levei até a minha cintura. Coloquei as minhas em volta do seu pescoço e você estremeceu.
Não pude deixar de sorrir. Seus olhos brilharam quando se encontraram com os meus... Dançamos ao som dos passarinhos. Na verdade eu não movi um passo e acho que você também não.
Estava ocupada brincando com uma mecha do seu cabelo mal cortado...
-Você precisa cortar o cabelo
É eu acho que disse algo assim... Você olhou pra mim assustado e soltou a minha cintura. Me condenei por ter dito a pior coisa possível no momento. Só não foi pior porque não comentei sobre um cachorro aleatório... Mas assim que soltei seu pescoço e fui me virar para pegar minha bolsa você segurou o meu braço. Fez com que ficasse frente a frente com você. Seus olhos me intimidavam. Segurou meu pescoço e encostou sua testa na minha.
Queria tanto parar esse momento para a eternidade. Você me beijou e eu realmente não sou capaz de dizer quanto tempo durou. E você?
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Ventila a dor
Um vento repentino levou seus cabelos para trás. Olhou para os lados. Um ventilador refrescava sua cabeça superaquecida após a discussão.
Era como se sua cabeça tivesse sido aberta e o vento limpasse todo o estrago que aquela relação fizera. Foi então que acordou de seu estado e percebeu que o ventilador não existia.
Percebeu que era o amor que esfriava dentro do seu coração.
E seu sangue congelou...
Era como se sua cabeça tivesse sido aberta e o vento limpasse todo o estrago que aquela relação fizera. Foi então que acordou de seu estado e percebeu que o ventilador não existia.
Percebeu que era o amor que esfriava dentro do seu coração.
E seu sangue congelou...
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Two Serial
Chovia forte.
As grossas gotas de água o machucavam. Ou era essa a desculpa que ele inventava para as feridas em seu rosto.
Feridas que ele jurava serem físicas, mas seu rosto permanecia imaculado.
Pensar na madrugada anterior o fizera acreditar que pegar uma pneumonia e morrer era a melhor solução. Como o começo do outono, que não sabe se é frio ou quente, sua mente oscilava entre o remorso e a admiração. No momento em que as gotas batiam nele, o remorso era sua salvação...
Saíra da praia com a sensação de que fizera o que era certo. Parou. Teve a impressão de estar sendo seguido. Olhou para trás. Nada viu naquela escuridão. Entrou em uma padaria para disfarçar. Teve a certeza então, depois de muito pensar, que palavras podiam matar.
Sentou-se e pediu dois pratos de cereal.
As grossas gotas de água o machucavam. Ou era essa a desculpa que ele inventava para as feridas em seu rosto.
Feridas que ele jurava serem físicas, mas seu rosto permanecia imaculado.
Pensar na madrugada anterior o fizera acreditar que pegar uma pneumonia e morrer era a melhor solução. Como o começo do outono, que não sabe se é frio ou quente, sua mente oscilava entre o remorso e a admiração. No momento em que as gotas batiam nele, o remorso era sua salvação...
Saíra da praia com a sensação de que fizera o que era certo. Parou. Teve a impressão de estar sendo seguido. Olhou para trás. Nada viu naquela escuridão. Entrou em uma padaria para disfarçar. Teve a certeza então, depois de muito pensar, que palavras podiam matar.
Sentou-se e pediu dois pratos de cereal.
sábado, 28 de junho de 2008
Tomada quatro E
Ela olhou para cima e viu o mundo cair sobre ela.
Ergueu os braços tentando proteger sua cabeça.
Era inevitável sua morte.
Enorme foi o esforço que fez para lutar contra a sua mente...
Ergueu os braços tentando proteger sua cabeça.
Era inevitável sua morte.
Enorme foi o esforço que fez para lutar contra a sua mente...
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Tarde
O céu estava azul. Um azul sereno como seus pensamentos.
Ou melhor, como ela gostaria que eles estivessem...
Olhava para cima, como se sonhasse... E não pode assim, deixar de tropeçar algumas vezes.
Como uma aquarela, gotas de água borravam aquele azul celeste... E, por um descuido do artista derramou leves gotas de laranja.
Suspiro.
Sonho inalcançável.
Vida incansável.
Chegou à velhice sem perceber quantas coisas fizera e deixara de fazer, mas seu céu continuava como o daquela tarde que caia no dia em que perdeu a visão e a noção.
Ou melhor, como ela gostaria que eles estivessem...
Olhava para cima, como se sonhasse... E não pode assim, deixar de tropeçar algumas vezes.
Como uma aquarela, gotas de água borravam aquele azul celeste... E, por um descuido do artista derramou leves gotas de laranja.
Suspiro.
Sonho inalcançável.
Vida incansável.
Chegou à velhice sem perceber quantas coisas fizera e deixara de fazer, mas seu céu continuava como o daquela tarde que caia no dia em que perdeu a visão e a noção.
sábado, 14 de junho de 2008
Ansiedade
Suas pernas tremiam, seu sorriso não mais sorria... Ele se aproximou, afastou seus cabelos de seu pescoço e com aquela gélida mão o segurou carinhosamente. Arrepio, ainda ansiosa. Ele a encarou profundamente e ela sustentou o olhar corajosamente. Ele sorriu e ela suspirou. Ele desviou o olhar e ela se decepcionou. Ele ainda segurava seu pescoço. Ela ainda ansiosa. Ele a beijou como nunca beijara ninguém. E se separaram. E nunca mais se viram. Ele ainda tem mãos geladas e ela ainda é ansiosa.
Assinar:
Postagens (Atom)